quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Mau uso de planos de saúde e falta de adesão a tratamentos geram altos custos às empresas brasileiras

Mau uso de planos de saúde e falta de adesão a tratamentos geram altos custos às empresas brasileiras

Estudo realizado pela Funcional mostra que mais de 10% das pessoas internadas voltam ao hospital em até 30 dias; cuidados especiais podem reduzir as reinternações em 40%.

Estudo realizado pela Funcional constatou que a volta ao hospital de pacientes já internados, a chamada reinternação, gera custos importantes às empresas, mas que podem ser evitados.

A empresa, especializada em gestão de saúde, analisou mais de 54 mil internações entre 2001 e 2013, constatando que 10,55% das pessoas internadas tiveram que voltar ao hospital em até 30 dias. Além disso, o estudo da Funcional mostra que um total de 16,37% dos custos das internações foram causados somente pela reinternação.

Gustavo Guimaraes, diretor médico da Funcional, lembra que gerenciar o cuidado com esses pacientes pode reduzir em até 40% as taxas de reinternação. Segundo ele, dá pra evitar que muitos desses pacientes voltem ao hospital, após receberem alta.

Segundo o executivo, há algumas ações essenciais e efetivas para diminuir o problema como: aumentar a qualidade do cuidado durante a internação, melhorar a comunicação entre os pacientes e a equipe multidisciplinar, além de gerenciar a educação do paciente, a coordenação dos cuidados e a adesão ao tratamento após a alta hospitalar. 

Nos EUA, o número de pacientes que voltam ao hospital após receberem alta é de 20%. Estima-se que isto gere um custo de US$ 17 bilhões por ano ao serviço de saúde do país.

Fonte: Revista Cobertura

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Avós influenciam os netos em assuntos financeiros

Mais importante do que deixar uma herança polpuda, um avô deve deixar como legado para seus netos uma relação positiva com o dinheiro. Para os especialistas em finanças pessoais, a grande vantagem desta combinação entre experiência e inocência é que ela pode ocorrer de forma muito lúdica e afetiva para os dois lados, e resultar numa vida de maior prosperidade para os pequenos.

“Vejo a integração entre as gerações como uma grande oportunidade de formar cidadãos mais aptos a gerir seus bens”, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos, autor, entre outros best-sellers, da série O Menino e o Dinheiro. “Mas, também há grandes desafios no processo de ensinar os baixinhos.”

No que se refere à relação com as finanças, Domingos divide os avós em três tipos: os poupadores, os equilibrados e os endividados.

Os chamados pelo educador financeiro de poupadores são os vovôs e vovós que conseguiram amealhar um patrimônio ao longo da vida, e que vivem com folga no orçamento. “Ao mesmo tempo em que esse sucesso serve de exemplo e permite proporcionar presentes e experiências legais para a criançada, ele tem de ser bem administrado pelo idoso, que jamais pode cair na tentação de querer compensar os seus tempos de dureza mimando os netos”, observa. “A abordagem mais recomendada é ensinar por meio do exemplo e ensinar a criança a merecer o dinheiro e os presentes. Outra coisa: não atrapalhar as conquistas dos pequenos. Se eles estão economizando para comprar alguma coisa, não frustre o garoto indo lá e simplesmente comprando o que ele quer. Ajudar a conquistar é uma coisa. Atropelar uma conquista, é outra”, explica.

O equilibrado é o vovô que tem algum patrimônio, mas vive no limite dos seus rendimentos. “Esse é o que tem melhor chance de mostrar para as crianças as virtudes da boa administração para fazer a grana render. Ele também poderá ensinar que orçamentos têm limites e que nem tudo pode ser comprado. Ou, por exemplo, que pode levá-lo ao cinema ou ao parque de diversões. Que é preciso escolher”, diz Domingos. “Como tem dinheiro curto, tempo é o que ele pode investir. Então, é hora de aproveitar para ensinar coisas e dividir momentos. Ensinar a andar de bicicleta, jogar damas ou fazer bolos.”

Para o terceiro tipo, o endividado, o conselho de Domingos é evitar a amargura e não se afastar dos netos. “O idoso endividado tem de buscar ajuda, falar para os filhos da sua situação e compensar a impossibilidade de dar presentes com atenção na vida das crianças”, diz. “Ele pode usar seu exemplo para ensinar o neto a não cair nas armadilhas que ele caiu e, assim, também ajudar na educação financeira.”

Para Daniel Branchini, autor do livro Conquiste Sua Emancipação Econômica, em que mostra como a psicologia pode ajudar na hora de tomar decisões sobre dinheiro, o que vai determinar o papel dos avós nos mais variados aspectos da vida dos pequenos é a capacidade individual de encarar a vida. “É importante não transferir traumas em relação ao patrimônio e, sim, lições sobre como o dinheiro atua na vida das pessoas”, diz Branchini. “É preciso evitar ficar congelado numa visão de mundo amarga. Isso atrapalha muito mais a relação com as crianças do que a falta de dinheiro para passeios e presentes”, observa.

Previdência privada é alternativa à poupança

Os especialistas em finanças pessoais defendem que, junto com a certidão de nascimento, os avós devem providenciar conta poupança ou previdência privada para os netos.

Entre as duas opções, a previdência privada é considerada mais vantajosa por três razões: 1) Ela disciplina os depósitos para que sejam mensais porque as contribuições são feitas por débito em conta ou por boleto bancário; 2) Permite rentabilidade maior porque pode combinar resultados de renda fixa e variável; 3) Permite desconto de até 12% no Imposto de Renda.

De acordo com o diretor de Vida e Previdência da SulAmérica, Marcio Magnaboschi, a previdência para crianças e adolescentes é cada vez mais disseminada. “Avós e pais estão cada vez mais conscientes das vantagens de garantir a estabilidade financeira dos pequenos no futuro”, diz.
Os números da seguradora confirmam essa tendência. Em julho, quando comparada com 2012, a reserva de planos de previdência privada para menores aumentou 27%, e as contribuições regulares subiram 10%, com tíquete médio avaliado em R$ 131 mensais.

Fonte: Andréa Ciaffone | Diário do Grande ABC

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terça-feira, 8 de outubro de 2013


Na previdência social não dá para resgatar o dinheiro das contribuições que fizemos ao INSS. Só dá para receber, mensalmente, a renda de aposentadoria, que é garantida até a morte.

Já, na previdência privada, podemos escolher a forma de receber a poupança previdenciária. 

Dá para resgatar tudo de uma vez só na hora da aposentadoria- o que é uma burrice, pois tendemos a torrar o dinheiro ou investi-lo mal, pois investimento de longo prazo é trabalho para especialistas.

Outra alternativa é receber um percentual das reservas previdenciárias- como 1% ao mês. Uma tentação. A aposentadoria inicial é alta mas vai diminuindo. Com R$ 500.000,00 de poupança previdenciária, seriam R$ 5.000,00 de aposentadoria inicial. Só que lá na frente, aos 80 anos, cairia para uns R$ 500,00 mensais. Viram que mancada!

Também podemos optar por receber por tempo determinado- 20 anos, por exemplo. Mas se sobrevivermos 20 anos e um mês? Vamos viver do que depois do prazo? Da bondade dos filhos ou da caridade?

A última alternativa é optar por uma renda vitalícia. O valor mensal da aposentadoria será o menor de todas as alternativas, mas vamos receber até morrer e o risco de vivermos muito fica com o banco, a seguradora ou o fundo de pensão.

Lembrem sempre: previdência não é loteria. Não podemos jogar com nossa velhice.


Fonte: CBN Curitiba | Renato Folador

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Seguro para ser usufruído em Vida


Gerar a percepção de valor ao segurado é um dos motivos da concessão de benefícios agregados à apólice de seguro de vida, que oferecem facilidades em termos de serviços e assistências. Por isso, hoje o seguro de vida não é adquirido somente pensando-se na morte.

De certa forma, os serviços atrelados ao seguro também facilitam a abordagem do corretor ao cliente, pois ele passa a perceber que pode utilizar o seguro em vida por meio dos serviços. “O desenvolvimento do mercado e as várias ofertas pelos diversos operadores fazem com que esse assunto já seja normalmente conversado pelas pessoas. O corretor de seguros tem um papel fundamental nesse processo, uma vez que a ele cabe não só explicar e identificar a necessidade do seguro, como também oferecer e garantir que seu cliente tenha a solução correta para seu perfil”, observa Maurício Amaral, vice-presidente de Vida e Previdência Corporativa da Zurich.

Está comprovado que os clientes, sobretudo os das classes C, D e E, gostam dos atrativos atrelados às proteções. Por isso, as companhias investem em seguros com preços acessíveis e os vinculam a sorteios.

Com a premissa de desenvolver produtos que ofereçam tranquilidade e bem-estar, a Capemisa Vida e Previdência desenhou a Assistência Flex, um pacote de serviços em que o segurado escolhe cinco itens que considerar úteis - assistências pet e viagem, encanador, eletricista, vidraceiro, chaveiro e envio de profissionais ao domicílio do segurado. “Os benefícios agregados continuarão fazendo a diferença nos próximos anos, até porque os mesmos permitem que o segurado usufrua, em vida, de seu seguro”, ressalta Rafael Amaral, superintendente técnico da Capemisa.

Em comum acordo está Olivio Luccas Filho, diretor de Vida, Atuária e Precificação da Allianz Seguros, que acredita que uma mudança de postura no ramo vida tornou os produtos mais atrativos. “Oferecemos assistências e coberturas para que o segurado tenha uma qualidade de vida, não pensando somente na morte”, exemplifica o executivo sobre o perfil de produto encontrado na seguradora.

A apólice de vida da Allianz oferece cobertura para invalidez e a assistência funeral é estendida para o cônjuge, filhos, pais e sogros do segurado, desde que estes tenham até 65 na aquisição do seguro. “A assistência engloba não só o reembolso, mas todo o trabalho de apoio à família em um momento difícil”.

Por outro lado, o diretor da Allianz observa também a mudança de mentalidade das pessoas, que hoje já pensam na segurança da família.

Cases de inovação

Como o seguro contempla algo em um momento ruim, as empresas se reinventam. É o caso do PASI, que passou a oferecer serviços acessórios ou benefícios complementares que contemplam a vida, tais como a Cesta Natalidade. “Muitas vezes, conseguimos contemplar necessidades e desejos das próprias empresas”, diz o fundador e presidente, Alaor Silva Jr.

Foi para preencher uma lacuna que o PASI surgiu, voltado para oferecer proteções às classes trabalhadoras por meio dos mecanismos de convenções coletivas. “Não criamos somente um produto, mas sim um serviço, os atrativos e o mercado consumidor. Fizemos os dois florescerem simultaneamente”.

É com essa premissa que a instituição busca se reinventar, conforme Alaor. “Temos a meta de buscar agilização e velocidade maior de conscientizar todas as entidades do Brasil, independente de sermos os contemplados com a negociação”, diz sobre o trabalho voltado para construir uma nova mentalidade e aculturamento das proteções destinadas às classes menos favorecidas no Brasil.

Conforme o mercado amadurece e a própria população entende melhor o seguro, novas demandas surgem. Na visão do superintendente da Bradesco Vida e Previdência, Carlos Eduardo Sarkovas, o mercado de vida ainda está sendo construído no Brasil.

A Bradesco Vida e Previdência possui proteções nesta área no valor de R$ 3,50, o Primeira Proteção, acidentes pessoais com sorteio. “Não estamos falando de morte e ele suaviza um pouco essa conversa porque esse é um assunto difícil para o brasileiro”, comenta.

A linha de produtos da companhia vai até os produtos dotais, que são resgatáveis. “Temos produtos construídos para todo tipo de cliente e específicos para ramos de atividade e riscos diferentes”, diz ao lembrar que na Bradesco, por exemplo, surgiu a demanda para criação da apólice de vida para atletas profissionais.

No geral, ele avalia o tema proteção como um assunto difícil. “Trabalhar com a perda na nossa cultura não é algo simples. O sorteio e as assistências dão uma tangibilidade maior ao nosso produto porque o seguro é um produto que a pessoa compra e não quer utilizar, ao contrário de uma roupa, que você compra e quer usar”.

Desafios

Os executivos da Bradesco e da Capemisa comungam do fato de o mercado de seguros de vida ser promissor. “O grande desafio das seguradoras é conscientizar as pessoas, independente da classe social, que aplicar seus recursos nesse segmento é sinônimo de tranquilidade, segurança financeira e qualidade de vida, ainda que a longo prazo”, observa Amaral.

Para Fontoura, ainda há uma carência de novos produtos no mercado, que sejam atraentes, diversificados e competitivos. Em sua visão, isso é uma decorrência do fato de o brasileiro não consumir o produto, o que impede a criação das seguradoras. “Recentemente, a Mapfre lançou um produto interessante, Bien Vivir, um dotal misto, que possui um perfil diferenciado com taxas competitivas. É um modelo de produto que atende a diferentes bolsos, cuja importância segurada vai de R$ 500 mil a R$ 9,9 milhões”, diz sobre o produto diferenciado voltado para o público de alta renda.

Para Maurício Amaral, o maior desafio dos seguros de pessoas está na precificação e a subscrição correta. “Ainda temos que aprimorar nossas estatísticas e nossos critérios de aceitação para que os preços sejam mais justos e permitam margens viáveis para todos (segurador, cliente e corretor)”.

Ele aponta que no segmento corporativo existe espaço para novas coberturas e para uma oferta complementar de cobertura, pois o trabalhador sempre acha que o seguro oferecido pela sua empresa já é o suficiente e as realidades de cada um são diferentes. “Uma indenização usual, equivalente a dois anos de salário, pode ser alta para um trabalhador solteiro e sem dependentes, mas esse mesmo seguro para uma pessoa casada e com filhos em idade escolar pode representar praticamente nada em termos de segurança e continuidade do padrão de vida da família”.

Alaor Silva Jr. sugere que antes de lançar e precificar produtos, as seguradoras escutem o público-alvo para que haja um direcionamento das coberturas mais apropriadas a um preço justo. “Só assim teremos profundas mudanças no comportamento de consumo de seguros”.

Ações das seguradoras

* A Zurich Seguros disponibiliza desde 2012 uma cobertura inédita que garante o pagamento de uma indenização em caso de o segurado vir a passar por uma cirurgia. É um benefício que se pode contratar juntamente com o seguro de vida e que garante ao trabalhador cobrir despesas extras, que normalmente não estão cobertas pelo seu plano de saúde tradicional.

* A Capemisa possui o Viagem Top, um seguro de acidentes pessoais destinado a um nicho de mercado específico (empresas de transporte rodoviário), que ainda disponibiliza um sorteio aos segurados, isto é, aos passageiros de ônibus que optarem por adquirir o seguro durante o percurso de sua viagem. Vale ressaltar que o segmento é promissor e conta com um amplo canal de vendas. Outro destaque é o Trinacap, um seguro de acidentes pessoais mais popular, comercializado a partir de R$ 3, com direcionamento ao segmento individual e que tem como atrativo principal sorteios diários com premiação de até R$ 12 mil (valor líquido).

* Na Allianz, a apólice individual voltada para mulheres possui uma cobertura adicional para câncer em ovário, mama e útero - aos homens, o câncer de próstata. A indenização é feita mediante o diagnóstico da doença. Na companhia, quem possui essa garantia e é indenizado, não tem a apólice cancelada. O seguro continua válido. A assistência funeral é ampliada aos familiares do segurado. Na apólice individual também está incluso o traslado de corpo, em caso de viagens.

* Na Bradesco Vida e Previdência, o foco nos últimos anos tem sido o desenvolvimento de seguros para as classes C e D, pois os outros públicos já eram atendidos. Também lançou uma linha nova de produtos de previdência empresarial para pequenas empresas, remodelou os produtos PME para seguro de vida e criou produtos de baixo ticket com sorteios e assistências.


Fonte: Revista Cobertura, por Carol Rodrigues.

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Mercado de seguros de pessoas pagou R$ 567,3 mi em indenizações aos segurados


O mercado de seguros de pessoas movimentou R$ 2,1 bilhões em julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve um crescimento de 18,96%. É o que revela um levantamento da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) divulgado nesta segunda-feira (30).
No mês de julho, o mercado que engloba seguros como educacionais, vida, viagem e proteção financeira (prestamista), pagou R$ 567,3 milhões em indenizações aos segurados, 7,95% a mais do que foi pago em julho de 2012.
Modalidades 
Ao analisar as modalidades, os dados indicam que seguro de vida segue como a modalidade de seguros de pessoas com maior volume de prêmios emitidos. A carteira de vida movimentou R$ 859 milhões no mês de julho, alta de 14,69% frente a igual mês de 2012.
O seguro prestamista proteção financeira que garante o pagamento de parcelas de qualquer tipo de financiamento ou crediário em caso de morte ou invalidez, expandiu 31,65% com total de R$ 628,8 milhões em prêmios, valor que em julho de 2012 foi de R$ 447,2 milhões.
O seguro educacional, que garante o pagamento de mensalidade da escola no caso de morte ou de invalidez e desemprego da pessoa que é financeiramente responsável pelo aluno, foi o carro-chefe em crescimento relativo no período, com a emissão de R$ 3,8 milhões em prêmios, volume 106,74% maior que o verificado em julho de 2012.
O segundo produto com maior crescimento foi o seguro viagem, que cobre acidentes, extravio ou perda de bagagens, e despesas hospitalares e médicas de viajantes, em caso de acidentes em deslocamentos no Brasil ou no exterior. A modalidade cresceu 102,06% e registrou R$ 13,3 milhões em prêmios.
A FenaPrevi também detectou crescimento de 29,41% no auxilio funeral, que prevê cobertura das despesas incorridas com o sepultamento, em caso de falecimento do segurado. O produto movimentou R$ 18 milhões em prêmios, enquanto que em julho de 2012 foram registrados R$ 13,9 bilhões.


Fonte: Notícias Yahoo

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Disciplina é regra para guardar dinheiro e suprir a aposentadoria


Disciplina. Esse é o segredo para ter as melhores lucratividades nas aplicações financeiras no longo prazo. E, consequentemente, abre uma oportunidade de incrementar a renda durante a aposentadoria. Ainda mais para aqueles trabalhadores que ganham mais do que o teto do benefício, que atualmente está em R$ 4.159,00, conforme o Ministério da Previdência Social, já que é uma forma de tentar manter o poder de compra na hora de abandonar a vida laboral.

Manter uma aplicação mensal, de R$ 200 por exemplo, desconsiderando a inflação e os tributos de cada um dos investimentos, em títulos do Tesouro Nacional, cujo valor mínimo de aporte é de R$ 30, gera um rendimento 27% superior ao que uma previdência privada pagaria nas mesmas condições.

O especialista em finanças pessoais e educação financeira Eduard Claudio Júnior, do Dsop Unidade São Bernardo, realizou simulação a pedido do Diário. Enquanto 30 anos de aplicação de R$ 200 na previdência privada garantiria R$ 286.243, os títulos públicos federais retornariam R$ 366.148.

“Disciplina é uma das palavras mais importantes na questão do investimento", destaca Claudio Júnior. Para ele, o motivo é simples: é muito difícil manter a dedicação para investir no Tesouro Direto, primeiro para buscar as corretoras, depois para realizar as aplicações mensais durante os 360 meses e sem falta.

“A primeira coisa que o investidor (que pensa em reforçar a aposentadoria) deve ter é um propósito firme. Sem objetivo, dificilmente ele resistirá aos apelos de consumo”, orientou o especialista em finanças pessoais. “Se ele quer uma aposentadoria tranquila, então terá que se disciplinar e começar a juntar uma reserva financeira”, conclui Claudio Júnior.

Para aquelas pessoas que desejarem ultrapassar o limite da disciplina e se tornarem conhecedores dos investimentos, a diversificação nas aplicações pode ser uma ótima saída. Pelos cálculos do educador do Dsop, atingindo uma rentabilidade de 1% ao mês, com aporte de R$ 200 mensais por 30 anos, o montante acumularia R$ 698.992. Mas ele avisa que o risco de ver os investimentos desvalorizarem no curtíssimo prazo é muito alto e é necessário sangue-frio para suportar por um longo período.

ESTÍMULO

Mas quem não consegue se dedicar aos números do mercado acionário tem uma saída. É aí que a previdência privada entra em ação. Na prática, mesmo com os descontos de seus tributos depois de longos anos de depósitos, ela gera mais retorno do que a carderneta de poupança, garante Claudio Júnior.

E mais interessante ainda é quando a empresa realiza um plano de previdência privada. Neste caso, além de o trabalhador não se preocupar em buscar mecanismos para investir, ele terá desconto automático na folha de pagamento e, muitas vezes, mais dinheiro aplicado por parte do empregador, lembra o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sivaldo da Silva Pereira, o Espirro. Ele diz que, na região, várias metalúrgicas oferecem esse estímulo.

Para o diretor de políticas sociais da Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do Grande ABC, Luís Antonio Ferreira Rodrigues, todos os trabalhadores devem aproveitar os programas de previdência privada que as empresas oferecem. Ele comenta que não é possível sobreviver com os benefícios do governo federal, que normalmente são como um impacto na renda dos aposentados, pois diminuem o poder de compra de quem ganhava mais do que o teto da Previdência. Para se ter noção, na região, o valor médio da aposentadoria, em agosto, era de R$ 1.404.

“Mesmo para aqueles que acabam se apertando um pouco para economizar, é necessário fazer o máximo para conseguir. Vai fazer a diferença lá na frente”, pontua Rodrigues.

O mecânico de modelo Carlos Alberto Vizenzi, 50 anos, está se preparando para ter, ao menos, alguns anos de sua aposentadoria mais tranquilos. Morador de Ribeirão Pires, o metalúrgico aderiu ao programa de previdência privada da empresa em que trabalha há dois anos.

Depois de muito tempo fazendo reparos e manutenção em máquinas e ferramentas utilizadas para criar os moldes para forjar peças metálicas, Vizenzi está prestes a se aposentar e ainda não calculou quando receberá. “Por isso que entrei na previdência privada. Tenho desconto de R$ 200 por mês e a empresa coloca mais R$ 200. Só aí já terei um retorno de 100% do meu dinheiro”, explica.

Ele conta que sempre que possível chama a atenção dos colegas da firma mais jovens para garantirem o futuro e orienta para que corram atrás do programa.
COMO GUARDAR?

Claudio Júnior, do Dsop, ensina os passos iniciais para guardar dinheiro até a aposentadoria. “É necessário fazer um diagnóstico. Quanto a pessoa tem, está gastando e também os valores que sobram. Muitas dívidas? É preciso sanear, evitar pagar juros, comprar planejadamente.”

Após tomadas essas decisões, o caminho é buscar uma aplicação. “O dinheiro é um meio e não é um fim. Se a pessoa tem um propósito, ela vai guardar”, garante o especialita. 

Fonte: Diário do Grande ABC

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Gestão de saúde populacional chega ao Brasil

Um levantamento realiza­do nos Estados Unidos pela Staywell Health Management, especializada em implementar hábitos saudáveis entre funcionários no ambiente empresarial, mostra que os riscos de saúde de colaboradores tendem a cair com a elaboração de programas de gestão e a incorporação deste processo ao plano de negócios.


A pesquisa tomou como base as respostas de mais de 700 mil profissio­nais, esposas e funcionários aposenta­dos envolvidos, direta ou indiretamente, em programas de gestão de saúde promovidos por companhias do país norte-americano. Com boas práticas, os riscos diminuíram 4,7%, mais que o dobro do resultado obtido por empresas que criaram ações isoladas de incentivo à saúde (2%).

Os fatores diferenciais para o sucesso da gestão de saúde são a for­matação de ações estruturadas e com metodologia abrangente; incentivos integrados; uma boa estratégia de co­municação; projeções e coleta de dados biométricos e, por fim, integração com os fornecedores.

Este conceito foi trazido para o Brasil e está sendo divulgado pela Asap (Aliança para a Saúde Populacional). O objetivo da entidade, criada neste ano a partir da união de grandes empregadores brasileiros, é incentivar a padronização das iniciativas de gestão de saúde. “Que­remos imprimir a cultura da prevenção no DNA das empresas brasileiras. Estí­mulos aos bons hábitos só terão efeito se o mercado corporativo deixar de adotar iniciativas paliativas e passar a focar em um programa de acompanhamento permanente, que atenda as populações de maneira customizada e conforme o grau de risco de cada beneficiado”, acredita Marilia Ehl Barbosa, superintendente executiva da Asap.

Como as empresas fazem hoje

A combinação de sedentarismo, es­tresse, competição e o envelhecimento da população aumentou consideravel­mente a frequência de doenças origi­nadas no ambiente de trabalho. Tanto que o peso da saúde sobre a folha de pagamento das empresas saltou de 4% para 8% em duas décadas no Brasil.

Um dos objetivos da gestão de saúde populacional é reduzir o custo desnecessário. “Nenhuma das ferra­mentas tem por objetivo limitar o acesso do segurado à assistência, mas sim usar os recursos de saúde com racionalida­de, pois eles são finitos. Sempre que ultrapassam o limite, o custo aumenta”, reflete Alexandre Zornig, diretor da Allianz Saúde.
Segundo o executivo, a Allianz mo­nitora a população de todas as empresas clientes da sua carteira de saúde, mas o acompanhamento é mais intenso nas quais são detectadas populações com riscos específicos. “Todas devem fazer ações de promoção à saúde e prevenção de doenças. Mas as medidas específicas com foco em portadores de doenças crônicas precisam ter população-alvo, senão acabamos mobilizando a empresa de maneira desnecessária”, raciocina.

A ideia é sempre agir ativamente e já oferecer às empresas clientes o moni­toramento da carteira e, posteriormente, a adoção de ações específicas.

O resultado varia de acordo com cada empresa e seu perfil. Se não es­tiver dentro do esperado, a seguradora propõe novas ações para melhorar o quadro.

“Percebemos que nossos clientes estão mais preocupados em implantar programas de gestão do quadro de funcionários. Porque quando eles ob­servam que os custos com benefícios de saúde têm representatividade importan­te dentro dos resultados das empresas, que se preocupam, por obrigação ou por necessidade, e passam a entender que profissionais saudáveis melhoram a produção”, fundamenta Zornig.

O executivo relata que, nos Es­tados Unidos, empresas já oferecem incentivos financeiros para que seus profissionais participem dos programas de prevenção e promoção da saúde. “Acredito que ações similares devem acontecer no Brasil no médio prazo”, prevê.

É interessante também que as empresas, ao adotarem a gestão de saúde populacional, entendam que os resultados não serão percebidos tão rapidamente.

Os resultados das ações aparecem no médio e longo prazo. No caso de programas com hipertensos, por exem­plo, melhoras podem ser percebidas de um ano e meio a dois anos. “Isolamos os dados dessa população e vemos o histórico de uso da assistência médica antes e depois do programa”, exempli­fica Francisco Bruno, consultor sênior da Mercer Marsh Benefícios.

Bruno concorda que as empresas estão mais conscientes da necessidade de fazer a gestão de saúde do seu quadro de funcionários e da criação de progra­mas de promoção da saúde e prevenção de doenças. “Os custos médicos devem crescer de7 a10% acima da inflação econômica em 2013. O aumento de custos faz com que aumente o enten­dimento da importância da gestão de saúde populacional”, reflete.


Fonte: Revista Apólice

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